VI Congresso Nacional do TLC: um reencontro com a nossa história e um chamado para o futuro

Realizado em Taboão da Serra, o Congresso reuniu TLCistas de diferentes regiões do Brasil em dias de oração, reencontros, partilha e discernimento sobre os próximos passos do Movimento. VI Congresso Nacional do MOVIMENTO TLC Há encontros que entram na agenda. Outros entram na história. Entre os dias 1º e 3 de maio de 2026, a Casa da Juventude, em Taboão da Serra, na Diocese de Campo Limpo, acolheu o VI Congresso Nacional do Treinamento de Liderança Cristã. Para quem olha de fora, foram três dias de reuniões, celebrações, formação e decisões importantes. Para quem vive o TLC, porém, foi muito mais. Foi reencontro. Foi abraço entre pessoas separadas por quilômetros, mas unidas pela mesma experiência de fé. Foi memória de tantos jovens que, ao longo das últimas décadas, descobriram no TLC que seguir Jesus também significa assumir responsabilidades dentro da Igreja, da família e da sociedade. E foi, sobretudo, um chamado para olharmos com gratidão para tudo o que já construímos, sem perder a coragem de discernir os caminhos que Deus está preparando para o nosso Movimento. Com o tema “Tu, Senhor, que conheces o coração de todos”, inspirado em Atos dos Apóstolos 1,24, o Congresso reuniu cerca de uma centena de participantes de diversas regiões do Brasil. Foram dias marcados por oração, escuta, partilhas, convivência e decisões que ajudarão a conduzir o TLC em uma nova etapa de sua caminhada. Quando um TLCista encontra outro TLCista Quem é TLCista sabe que um encontro nacional começa muito antes da programação oficial. Começa na expectativa da viagem, na organização das caravanas, nas mensagens trocadas, na preparação das equipes e no desejo de rever pessoas que se tornaram parte da nossa história. Ao chegar, não importa tanto a distância percorrida, o sotaque ou a realidade de cada diocese. Existe algo que nos aproxima imediatamente: a certeza de que fomos alcançados pela mesma proposta de formação, espiritualidade, liderança e serviço. No Congresso, cada abraço carregava histórias. Histórias de pessoas que fizeram seu TLC há muitos anos e permanecem firmes na missão. Histórias de lideranças que ajudaram a implantar o Movimento em novas comunidades. Histórias de jovens que encontraram no TLC um caminho de aproximação com Deus. Histórias de famílias inteiras que foram tocadas a partir da transformação vivida por um filho, uma filha, um pai ou uma mãe. O Congresso Nacional tornou visível aquilo que experimentamos em cada diocese: o TLC não é formado apenas por estruturas, encontros ou coordenações. O TLC é formado por pessoas que disseram “sim” e decidiram colocar seus dons a serviço. Voltar às origens para continuar caminhando A escolha da Casa da Juventude como sede também trouxe um significado especial. O local faz parte da caminhada do atual coordenador nacional, Ed Carlos da Silva Licurgo, que viveu ali experiências importantes de sua formação e também realizou seu TLC. Ed pertence à Diocese de Campo Limpo e participou do primeiro TLC da Paróquia São Francisco de Assis, no Valo Velho. Retornar a um lugar que carrega tantas lembranças não significa permanecer preso ao passado. Significa reconhecer as raízes que sustentam a nossa missão. Desde sua fundação, em 1967, pelo padre Haroldo Rahm, em Campinas, o TLC nasceu com a proposta de formar lideranças cristãs, aprofundar a experiência de fé e despertar nos jovens o compromisso com a Igreja e com a transformação da sociedade. Décadas depois, essa missão continua necessária. Mudaram as gerações. Mudaram as formas de comunicação. Mudaram os desafios enfrentados pelos jovens, pelas famílias e pelas comunidades. Mas permanece viva a necessidade de formar cristãos conscientes, preparados, comprometidos e dispostos a testemunhar o Evangelho nos ambientes em que vivem. Atualmente, o TLC está presente em 9 regionais, 10 estados e 51 dioceses brasileiras. Essa presença mostra a força de uma história construída por muitas mãos, mas também revela a responsabilidade que carregamos para que o Movimento continue crescendo com unidade, organização e fidelidade à sua missão. Uma eleição vivida em clima de oração e discernimento Um dos momentos mais importantes do VI Congresso Nacional foi a eleição do novo núcleo da Coordenação Nacional para o triênio 2027–2029. Pela primeira vez na história do Movimento, representantes das diferentes macrorregiões participaram de um processo eleitoral nacional. Cada região apresentou nomes ao Secretariado Nacional e, depois de momentos de oração, escuta e discernimento, os congressistas escolheram cinco representantes. Mais do que uma escolha administrativa, a eleição foi vivida como um exercício de comunhão e responsabilidade. Dentro do TLC, sabemos que assumir uma função nunca deve significar ocupar um lugar de destaque. Liderar, para nós, significa servir. Significa escutar antes de decidir. Significa compreender as diferentes realidades do Movimento. Significa cuidar das pessoas, preservar a unidade e ajudar cada regional e cada diocese a cumprir sua missão. Os cinco representantes eleitos terão a responsabilidade de definir a dinâmica de trabalho da nova equipe e escolher, entre eles, o novo coordenador nacional. A nova gestão assumirá um Movimento que se aproxima de seus 60 anos e que precisa continuar avançando sem perder sua essência. A subcoordenadora nacional, Thairiani Gracielli, também anunciou que o estatuto oficial do TLC deverá ser lançado ainda em 2026. O documento representa um passo importante para fortalecer a organização, a transparência, a unidade e a maturidade institucional do Movimento. Organização também é uma forma de cuidar da missão Para nós, TLCistas, falar sobre estatuto, coordenação, processos e representatividade não deve ser entendido apenas como uma preocupação burocrática. Organizar o Movimento é cuidar da missão que recebemos. É criar condições para que novas dioceses possam conhecer e implantar o TLC. É preservar a identidade construída ao longo das décadas. É estabelecer caminhos mais claros para as lideranças. É fortalecer a comunhão entre os regionais. É garantir que as futuras gerações recebam um Movimento vivo, responsável, unido e preparado para responder aos desafios do seu tempo. A espiritualidade e a organização não caminham em direções opostas. Quando colocada a serviço da evangelização, uma estrutura bem construída permite que a missão alcance mais pessoas e produza frutos mais duradouros.